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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Aconteceu...que curou a bebedeira aos espirros

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Recebi um e-mail com nomes e fotos de “remédios de antigamente”.
Conheço muitos, tomei alguns e prescrevi outros. Mas não me sinto assim tão "do antigamente".
Aliás alguns desses medicamentos continuam à venda.
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Mas recordei uma história passada poucos anos depois do 25 de Abril.
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Na urgência do Hospital de S. José entram dois militares fardados, soldados rasos do exército. Um amparava o outro, que vinha a cair de bêbado.
O lúcido contou a história seguinte: estavam ambos de serviço. Um deles numa guarida estava de vigia e não podia dormir. De vez em quando, tempo que não sei determinar, uma ronda passava e para conferir a situação perguntava gritando "Sentinela alerta?" e o da guarida tinha de responder "Alerta está", e a ronda continuava.
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Estes dois soldados eram amigos e o que fazia a ronda não obteve resposta. Chamou uma segunda vez e silêncio. Pelo que foi ele que respondeu pelo amigo e no fim do seu trabalho foi lá ver e encontrou o amigo caído no chão, a curtir uma enorme bebedeira.
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Agarrou no amigo e levou-o às escondidas ao banco de urgência, onde eu e outros colegas (todos jovens) ouvimos a sua história.
E explicou que ia ser muito grave se na próxima ronda, em que ele já não estaria presente, o amigo não respondesse e continuasse naquele estado. Levaria uma "grande pilada", talvez mesmo uns dias de prisão. Será que nós médicos poderíamos fazer alguma coisa?
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E nós fizemos, demos-lhe uma injecção de Coramina, um medicamento estimulador usado na depressão respiratória. Quase de imediato o doente espirrava sem parar umas largas dezenas de vezes, era impressionante ver. Os meus colegas iam-se divertindo, é pá, parece que te constipaste e outras coisas assim, sempre atentos e preparados para intervir se fosse necessário. No fim dos espirros, o álcool tinha desaparecido do organismo e o soldado estava fino, pronto para pegar o serviço e sei lá se outra bebedeira.
Levou um sermão e lá foi.
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Teve sorte naquele dia, safou-se de um bom castigo.
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Éramos muito jovens e fomos solidários com a prevaricação. Hoje seríamos capazes da mesma cumplicidade?

domingo, 8 de agosto de 2010

Aconteceu...que as férias de verão acabaram

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1 - Ontem ao jantar perguntei se alguém sabia se os consultórios e as clínicas a que recorrem, estão licenciadas.
Claro que ninguém tinha pensado nisso, e eu também não. Mas existem entre 200 e 300 clínicas não legalizadas segundo a ERS (Entidade Regularizadora da Saúde). Depois é um ai Jesus, que incrível! quando acontece algum problema grave com um doente, como recentemente aqui no Algarve. Mas afinal, quem, senão as autoridades, para pensar e actuar rápido quando sabe da existência de alguma? A bem da nossa segurança! Parece que não, porque nós é que devemos ver se está afixado o certificado na parede, nós é que devemos perguntar se há livro de reclamações, nós é que podemos ir à net ver no portal da Entidade como está a situação da clínica onde pensamos ir, segundo afirmou o presidente da ERS!

2 - Alguns bocados dispersos de conversas de vizinhos da praia:
Entre adolescentes crescidos: "Ele - então tu és a favor do casamento entre gays?" Ela - " Claro que sim, qual o problema?" Ele " E a adopção por gays?" Ela - "Claro que sim!" Ele - "E coitado do puto, chega ao 1º ano e perguntam-lhe o nome do pai José e o da mãe António, já viste o que vai ser?" Ela -" Não achas que ser maltratado por hetero pode ser terrível?" E diz ele que deve viver noutro planeta "Ora, isso é raro!" e eu sigo que já estou de saída.

Entre jovens adultas - "Ela - Ontem foi giro! Eles não tinham dinheiro, paguei a todos a entrada, éramos seis, foram só 60€ e assim bebi a bebida de todos" Outra - "E depois?" Ela - "Sei lá, não me lembro de nada!", e eu sigo que vou dar um mergulho.

3 - É assim, as férias acabaram 6ª feira, este fim de semana é bónus.
Cá estou, de novo, em Lisboa.