sábado, 25 de fevereiro de 2012

Poema - David Teles Pereira

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PARÁBOLA DA CULINÁRIA MEDITERRÂNEA
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A poesia é como as ovas de ouriço-do-mar
sabe melhor com um pouco de acidez

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Acontece...que as memórias têm de ser regadas.

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Numa moradia recuperada, discreta, bonita e muito,agradável para o visitante, está situada na cidade da Horta a Casa Museu Manuel de Arriaga de onde o que veio a ser o 1º Presidente da Republica portuguesa era originário.
Fotos, vídeos, material impresso, depoimentos visionados, ali se fala da queda da monarquia, da implantação da Republica e da história da 1ª Republica.
Nada mais oportuno para se visitar nesta altura, aberta em Novembro de 2011, poucos meses antes do Governo abolir o feriado comemorativo do 5 de Outubro 1910, e nesta altura de crise.
Discordo destas atitudes restritivas como a abolição dos feriados comemorativos de datas importantes. São empobrecedoras da memória colectiva. Se mesmo agora com o feriado há quem não saiba nada da nossa história passada, com a abolição dos feriados, dias de descanso ou de festejo, imagino que a situação agravará ainda mais.
É bom não esquecer a importância das marcas na organização do pensamento. E das festas, como função terapêutica antidepressiva.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Poema - Manuel António Pina

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RESPOSTA
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Algo mais elementar que o espaço e o tempo,
e a escuridão luminosa do Areopagita,
uma hipótese ilegível, antes do pensamento,
uma sílaba só de uma palavra não dita,
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sem sentido e sem finalidade, apenas uma ocasião,
como um olho único e cego que vê
do fundo da sepultura da razão,
vaste comme la nuit et comme la clarté.
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Um sonho
de uma sombra de quê?

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Acontece...que estamos mais pobres no bolso e no património

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Desde que começaram estes tempos difíceis, tem sido impressionante a quantidade de lojas de compra de ouro que têm aberto.
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No sábado, indo de táxi, pude olhar despreocupada que estava da condução, e num muito curto percurso, nada menos que 4 lojas. 
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Comentei isso com o taxista que remeteu logo para o Salazar, que só queria barras de ouro e as pessoas viviam na miséria.
Não contestei mas não era esse o meu incómodo no momento.
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Praticante amadora de joalharia que sou, é uma arte a que estou razoavelmente atenta.
A parte reservada a jóias que existem nos museus faz parte dos meus roteiros.
Jóias desde os primórdios dos tempos até aos nossos, passando pelos vários séculos que se intervalam, mostram-nos aspectos muito interessantes e esclarecedores desta arte.
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Esta semana, estando numa aula de um curso livre de História da Joalharia, dei por mim a beber com olhos e ouvidos, os ensinamentos do professor e as imagens projectadas de objectos artísticos de há muitos séculos.
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Tal como qualquer arte, também a joalharia tem modas, o que permite classificá-las e compreendê-las atendendo à sua época.
Os metais nobres são materiais com qualidades especiais, nomeadamente a capacidade de serem fundidos e  transformados em matéria original para serem reconstruídos mais ao sabor da moda. Assim muitas coisas se perderam. Mas não todas, felizmente.
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Não sabemos o que está a ser vendido nesta época de crise. Eventualmente muitas peças representativas de épocas, estilos, estéticas. Penso sabermos que quase tudo é fundido e transformado em lingotes, transportados para países compradores.
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Não sabemos que património português se está a perder.
As autoridades deveriam estar atentas. Todos os dias ficamos mais pobres, nos bolsos e no património.