sábado, 28 de julho de 2012

Acontece...nada é certo, joguemos com o imprevisto

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Há dados adquiridos, ou que julgamos ter, como um Inverno frio e chuvoso e de Junho em diante estar bom para a praia. São experiências antigas, hoje convicções quase delirantes. É que às vezes as contas saiem furadas, e parte do inverno deste ano postei o céu sempre azul. Estamos em Julho, que era suposto ter bom tempo, mas que tem oscilado entre temperaturas muito altas, com os inevitáveis incêndios, chuvas torrenciais com queda de granizo, ou temperaturas de início de Primavera.
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No Algarve, onde as pessoas procuram calor e águas mornas, há desde há uma semana um vento sud-oeste, temperaturas baixas para a época, a exigir um agasalho ao fim do dia como se na costa ocidental nos encontrássemos.
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Mais do que peixe grelhado, ou saladas frias, o que apetece é sopa de peixe bem quentinha, açorda ou xarém, comidas mais de inverno que de verão.
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Ontem começou a Feira da Serra em São Braz de Alportel, este ano dedicada ao medronho e seus diversos usos. Receio que com os incêndios de há 2 semanas nas serras de São Braz e de Tavira, para o ano não haja medronheiro algarvio pronto a dar fruto.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Poema - Pedro Tamen

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Aqui não tenho relógio
nem de corda nem de sol,
que sol não há nesta cave.
Sai-me o tempo destas mãos
tão parcas e corroídas,
desenhando um necrológio
neste sapato, lençol
levitando em asa de ave.
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Prego e prego, sois irmãos
das minhas horas perdidas.


sábado, 14 de julho de 2012

Acontece... trabalhar para brincar

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Foto - Magda

sábado, 7 de julho de 2012

Acontece...que a saúde dos portugueses não pode ser uma treta.

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Sinto que estamos a viver um período da treta. Talvez por isso, o poema do poeta e médico que postei na 5ª feira passada, Ladaínha, me fez tanto sentido.
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"Troikas", "trikas", déficits, cursos superiores tirados à pressão, apoio a entidades privadas, desapoios a entidades públicas, impostos acrescidos para quem não é rico e é só trabalhador, umas inovações estranhas a nível escolar, e uma destruição do SNS (serviço Nacional de Saúde) que, como técnica e utente me toca particularmente.
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Um país que fez uma enorme evolução, apetecia-me escrever revolução a nível da saúde, alguém se lembra de como éramos há quase 40 anos? Hoje atingimos em muitas áreas da saúde níveis europeus nomeadamente a saúde materno infantil , índices de mortalidade, morbilidade infantil, desenvolvimento dos programas de Prevenção Precoce (para o desenvolvimento infantil), etc
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Só que hoje há equipas que diminuíram o número de técnicos, valências que acabaram - professores, educadores, psicomotricistas e outros foram desaparecendo das equipas de saúde mental infantil, deixando-as com menos recursos para actuarem. Pela Carta Hospitalar recentemente conhecida, muitos hospitais vão deixar de ter pedopsiquiatria. Ficaremos quase como há umas décadas atrás.
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A saúde deve ser vigiada. A prevenção é um sinal de qualidade de saúde. Sai cara? Não, pode poupar muitos gastos.
Quem manda parece só querer gente doente.  Não faz nenhum sentido "expurgar das listas dos médicos de família os utentes que há mais de 3 anos não tenham utilizado os respectivos serviços, dando o seu lugar a um utente sem médico de família", como recentemente foi determinado superiormente. Se até nem dão trabalho, porque castigá-los? E se há muitos doentes sem médico, porque não preencher os lugares vagos do quadro médico?
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Ainda ontem necessitei de um item diferente para dar alta a uma criança. É que não tem dinheiro para as viagens até ao hospital, nem para o medicamento diário, que segundo avaliação dos professores, é essencial para a sua integração e aprendizagem escolar. Não ficará melhorado, nem faltou às consultas, só que não pode voltar.
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Os quadros de pessoal devem estar cheios de vagas. Por morte, reforma ou passagem para o privado, tem havido um emagrecimento enorme do quadro técnico, relativamente às últimas décadas. Dizem: preencham-se as necessidades por contratação barata, enfermeiros a menos de 5€/hora, esqueçamo-nos da qualidade, é preciso é pessoal, médicos mesmo se sem grande qualificação específica, sem exames de avaliação que garantam a qualidade do saber e do fazer, que garantam que as chefias o são por mérito! E tantas outras coisas!
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A indignação actual dos médicos não é só salarial, esqueça isso quem assim o pensa. É pela garantia da qualidade dos serviços, pela manutenção do SNS, a bem dos portugueses.
Não há pachorra! Por isso esta semana haverá a manifestação mais evidente para todos, uma greve dos médicos, convocada pelos sindicatos e Ordem dos Médicos. Há décadas que tal não acontece. Hão-de-nos ouvir, e oxalá arrepiar caminhos. Os utentes que nos compreendam.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Poema - Jorge Sousa Braga


LADAÍNHA
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Concha perfumada
Pórtico real
Princesa das flores
Porta misteriosa
Pérola vermelha
Coração de peónia
Pegada de gazela
Pórtico de jade
Palácio de púrpura
Delta negro
Pote de mel
Botão de lótus
Gruta de canela
Porta alada
Flor da lua
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Rogai por nós