quarta-feira, 27 de junho de 2012

Acontece...que cegos, surdos e mudos, andamos todos um pouco

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          Foto - Magda

domingo, 24 de junho de 2012

Poema - Rui Caeiro

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A estranheza
e a morosidade
tingidas
aqui e ali
de alguma réstia
de deslumbre
dizem que
dizem que
viver é isso
a verdade é
não sei
não sei mesmo
mas algo me dia
a ser mesmo assim
não me admirava
nada

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Aconteceu...que até no escuro se iluminou

Tive sorte!
Pelo telefone soube que no "contnente" como por aqui se diz, choveu, esteve nublado e desagradável.
Logo no dia maior do ano, véspera de verão! 
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Para mim o dia começou bem cedo, apesar do check-in feito pela net. Levantei-me quase de madrugada direcção ao Faial, onde soube que nos dias anteriores o tempo tinha estado mau, com nuvens que tudo tapavam, vento e chuva  e que os aviões andaram com os horários com atraso.
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Pouco tempo depois do avião levantar voo em Lisboa, adormeci para acordar já perto da ilha Pico. E foi uma surpresa, céu estava azul, havia sol, algumas nuvens com o pico do Pico, bem visível a espreitar.
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Dia de trabalho, fim de tarde com sol e uma discreta aragem.
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Só que o dia era longo, como já referi dia maior do ano. Assim, o céu continuou azul, e mesmo perto das 23 horas continuava o Pico a ver-se bem, embora agasalhado com um cachecol de nuvens, conforme se pode ver na foto que se segue.
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Espectacular foi um pouco mais tarde, já a noite tinha caído, e por breves minutos, mesmo na escuridão, o pico do Pico lá estava, ainda visível, até ser submergido no negro que tudo invadiu.
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Há sortes assim, para a vista e as sensações. Se uma lua cheia me invade de emoção, esta beleza hoje também me arrebatou.

domingo, 17 de junho de 2012

Poema - Carlos de Oliveira

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Tão pequenas
a infância, a terra.
Com tão pouco
mistério.
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Chamo às estrelas
rosas.
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E a terra, a infância,
crescem
no seu jardim
aéreo.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Aconteceu...A queda previsível

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Foto - Magda

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Aconteceu...a traição da cerdeira

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"As cerejeiras amadurecem mais perto do
jardim onde embalas o berço das crianças perdidas."
José Agostinho Baptista
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Estamos na época das cerejas. E estão bem boas. Ainda não comi das brancas, as minhas preferidas, rijas e doces. São mais raras.
Vem sempre esta discussão, qual a melhor, a vermelha, a vermelha escura, a branca? Cada um afirma que a sua preferida é a melhor.
Tal como com a zona, qual a que dá melhor cereja? Há os que preferem as da Gardunha, afirmando que as do Fundão são certamente as melhores. Não, diz logo o vizinho, são as de Resende.
Hoje comi de Vila Real de Trás-os-Montes, e quem as trouxe dizia que as desta zona são as melhores.
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Bem vistas as coisas, a boa cereja é mais do Norte. Ouve-se falar da cereja de Beja? de Tavira? de Alcobaça? Pois não, elas precisam de dias e dias de frio e de muita chuva.
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Já vi muita gente magoada por cair da cerdeira, são árvores traiçoeiras, diziam-me, os ramos partem-se com o nosso peso...e eu não tinha escadote justificavam-se.
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Foi assim que fiquei a saber o outro nome da cerejeira.